Somos o fazemos com o tempo, ou somos o que o tempo faz connosco? O que te interessa não é tanto encontrar uma resposta, mas abrandar o tempo.

(...)

O exílio - mal-entendido entre a existência e as fronteiras - é uma ponte frágil entre imagens.

(...)

Aqui nascemos, junto ao bocal deste poço, como a malva, a chicória-brava e a arruda.

(...)

A erva, mais forte do que tu e eu, cresce-te no túmulo e não sei se devo lamentar, pois a vida é uma viúva dançante que se interessa apenas por aquilo de que precisa.

(...)

A paz esteja em ti no dia em que nasceste e no dia em que ressuscitaste nas folhas da árvore.


Mahmoud Darwich, em Na presença da ausênsia

Sem comentários: